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| POLÃCIA |
Operação conjunta combate receptação de metal na capital e RMBH
23/11/2020A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em parceria com as guardas municipais de Belo Horizonte, Contagem e Santa Luzia, concessionárias de telefonia e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), realizou, nesta segunda-feira (23/11), a operação Choque de Ordem 2, visando à repressão da receptação qualificada de metais na capital e Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Três pessoas foram presas em flagrante durante o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão.
Nos endereços alvos da operação, como fundições, ferros-velhos e empresas de sucatas, as equipes encontraram baterias estacionárias (utilizadas em estações de telefonia), barras de chumbo, e mais de 100 quilos de fios de cobre e de alumínio, incluindo de alta tensão, que foram apreendidos. Esses materiais são usados em semáforos, fiação subterrânea, transmissão das linhas de transporte de metrô, entre outros fins, e teriam sido furtados para serem repassados a estabelecimentos que fazem o beneficiamento.
De acordo com o chefe do 1º Departamento de Polícia Civil em Belo Horizonte, delegado Wagner Sales, as investigações ocorrem há cerca de quatro meses e têm como alvo aqueles que adquirem os materiais ilegais, devido aos danos resultantes das ações que alimentam o esquema criminoso. “É um tipo de crime que paralisa órgãos públicos, residências, estabelecimentos comerciais, causa grande transtorno ao trânsito. E se há quem furta, é porque alguém vai receber, por isso o foco no receptador”, explica. Outros crimes No curso da operação, três prisões em flagrante de receptação qualificada ocorreram em Belo Horizonte, além de Contagem e Santa Luzia, na RMBH. Na terceira cidade, o suspeito também foi autuado por crime ambiental e furto de energia elétrica. Diversos documentos ainda foram recolhidos em endereços das três cidades e serão analisados pela Receita Estadual a fim de verificar a ocorrência de sonegação fiscal. Os setores de fiscalização das respectivas prefeituras acompanharam os trabalhos para adoção de eventuais medidas referentes à regularidade dos estabelecimentos. Em relação ao investigado de Santa Luzia, o delegado Hugo Arruda, titular da Regional Noroeste, informa que ele possui uma fundição clandestina a menos de 50 metros do Rio das Velhas. “Eram adquiridas baterias estacionárias, feito o beneficiamento do metal e o restante dos elementos, extremamente tóxicos, era jogado às margens sem qualquer cuidado, contaminando o lençol freático e a água”, conta. Segundo Arruda, a perícia técnica esteve no local e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente também foi acionada. Repressão O delegado Wagner Sales pontua que, desde março do ano passado, a PCMG tem intensificado as ações de combate à receptação desse tipo de material. Esta é a quarta grande operação, antecedida pela Blackout, Sinal Vermelho e Choque de Ordem. “O receptador é quem geralmente tem um estabelecimento comercial, colocado de certa forma na sociedade, inclusive ostentando a situação de empresário, mas que na verdade é um criminoso”, observa. Segundo o chefe do 1º Departamento, o esquema acaba por retroalimentar o mercado e começa, geralmente, em um contexto de vulnerabilidade social. “Na verdade, é um grande ciclo criminal: passamos, na origem, pelo uso de droga (subtração para alimentar o vício); depois, pelo furto em si; na sequência, essa pessoa repassa para o receptador, que compra por preço baixo e vende obtendo grandes lucros; por fim, ele faz a fundição desse material e retroalimenta todo esse mercado, porque esse material vai voltar depois para alguma empresa”, descreve. Desdobramento Após a formalização dos flagrantes, os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional. Sales informa que as investigações prosseguem pela Polícia Civil e podem resultar em novas operações. Clique AQUI para assistir ao vídeo. Inscreva-se no nosso canal e ative as notificações para acompanhar as novidades e ser avisado assim que a nossa live começar. ASCOM PCMG |
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