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POLÃCIA
Ex-funcionária da Apae de Manhumirim teria desviado mais de R$ 80 mil
24/06/2020

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Manhumirim, na Zona da Mata, concluiu nesta terça-feira (23) o inquérito que apurou fraudes cometidas contra a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município. Uma ex-funcionária e outro funcionário da entidade foram indiciados por peculato.

As investigações, iniciadas no final do último ano a partir de denúncia fornecida pelo Ministério Público, concluíram que a ex-funcionária, que trabalhou na instituição por cerca de 14 anos e era responsável por toda a parte financeira da entidade, teria desviado um total de R$ 82 mil.

Para cometer os crimes, ela transferia valores da conta da Apae diretamente para as contas dela, ou realizava transações entre contas da entidade até que, por fim, depositava as quantias na conta particular. “Foi constatado, ainda, que toda vez em que havia pagamento de folha salarial, ela destinava um valor a mais para a própria conta, valores estes que se sobressaíam muito, conforme demonstrativos de pagamentos arrecadados nas investigações”, detalhou o Delegado Glaydson de Souza Ferreira.

Dentro do montante desviado, por exemplo, no prazo entre janeiro e agosto de 2017, a investigada teria furtado a quantia de R$ 20 mil provenientes de contas salário, sendo que o vencimento da investigada era de R$ 1500 ao mês.

A suspeita alegou à polícia que realizava os saques ilícitos a mando do superior dela à época. Contudo, os levantamentos da PCMG indicam que o dinheiro desviado era destinado exclusivamente a gastos pessoais, como estadias em pousadas, viagens, compra de aparelhos eletrodomésticos e pagamento de despesas particulares.

A PCMG não descartou a participação do chefe da suspeita no esquema criminoso, uma vez que foram constatados depósitos de origem suspeita, tendo ele também como destinatário. Ele é investigado por não compensar adiantamentos salariais aos funcionários da entidade.

Finalizadas as apurações, a PCMG representou à Justiça pelo bloqueio de todas os valores que se encontram em contas judiciais dos suspeitos. A mulher foi indiciada por 84 crimes de peculato-furto, em concurso material. Já o suspeito está sendo denunciado por oito crimes de peculato-apropriação e peculato culposo.

ASCOM PCMG








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