Brincadeira que vai custar caro, Policia Civil vai investigar trotes ao SAMU e Bombeiros
ITABIRA(MG)- Brincando com coisa séria, este é o desabafo do médico responsável pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), depois que a Central de Regulação recebeu nesta tarde de terça-feira, 31 de março de 2020, uma solicitação para atender um possível caso de coronavírus no bairro Penha, onde o solicitante relatava que um homem havia chegado de outra cidade e que este estava gripado, tossindo que em seguida teria caído ao chão e ficado inconsciente com os mesmos sintomas do covid-19, mas ao chegar no local os socorristas constataram que tudo não passava de um trote.

Segundo informações rapidamente a equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA), com um médico, todos da equipe de socorro colocaram os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para se protegerem e realizar o atendimento ao suspeito, mas ao chegar no endereço passado, constataram que se tratava de homens embriagados, próximos de um bar que estavam brincando com a doença do coronavirus e acionaram o SAMU, tudo não passou de um trote.

Em apuração de valores fomos informados que por cada atendimento do covid-19, de transferência ou socorro, uma equipe com quatro socorristas equipados para o atendimento do coronavírus, custa aproximadamente por atendimento, cerca de R$ 400 reais, neste trote ocorrido nesta terça-feira, toda vestimenta de proteção foi descartada ao lixo, gerando assim prejuízo aos cofres público.
Entramos em contato com a Polícia Civil para saber quais são as punições que podem ser aplicadas às pessoas que realizam este tipo de trote até mesmo numa hora como esta de pandemia de um vírus que está matando no mundo todo, onde fomos informados pelo Delegado Regional de Itabira, Helton Cota que a Polícia Civil tem recebido informações sobre esses trotes ocorridos, ele ainda nos afirmou que a pessoa que está praticando isso está cometendo um crime, que está previsto no artigo 266 do código penal, cuja pena de prisão vai de um a três anos e cabe à prisão em flagrante, todos estes casos serão investigados, que os números de quem liga ou de onde faz a ligação ficam registrados.

O Delegado disse ainda que “nós temos recebidos algumas informações nesse sentido, não são muitas, são poucas, e por isso facilita a nossa concentração de esforços para identificar os infratores para que eles sejam levados à justiça para responder pelos seus atos, que são gravíssimos, principalmente neste período em que estamos vivenciando uma pandemia”, ressaltou o delegado.
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