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POLÃCIA
O Presídio de Itabira não poderá receber presos por determinação da Justiça
26/10/2019

Após decisão expedida pela juíza da 2ª Vara Criminal e da Execuções Penais de Itabira, Cibele Mourão Barroso de Figueiredo Oliveira, de interditar o presidio Itabira, devido a elevação do nível de alerta para a barragem Itabiruçu, as prisões ocorridas desde a ultima sexta-feira, 25 de outubro de 2019, não mais serão recebidos naquela unidade prisional.

De acordo com as informações repassadas pelo diretor Márcio Pedro, após determinação que chegou até ele na tarde de ontem, o presídio se encontra interditado mesmo mantendo sua capacidade a cima, com uma possibilidade de numero de presos reduzir. Os novos presos serão encaminhados para outras unidades prisionais da região, até que a interdição seja repensada.

A decisão de interditar o presídio ocorreu devido a elevação do nível de alerta para a barragem Itabiruçu, da Vale, atualmente em nível 1. A estrutura, que teve atividades suspensas pela empresa, fica próxima à unidade prisional, que ficaria ilhada em caso de rompimento da barragem.

“ A elevação do nível de risco da barragem para 1, corroborou para que a doutora Cibele instaurasse esta portaria, mas, tivemos recentemente uma reunião com a empresa responsável por fazer o estudo de estabilidade da barragem, que  recomendou a elevação devido a necessidade de concluir os estudos e análises em curso. A empresa responsável é terceirizada e está atendendo uma demanda do Ministério Público, portanto, distinta à Vale”, pontuou o diretor.

Conforme a portaria, o presídio está em uma zona de autossalvamento (ZAS), e por ficar ilhado precisaria de mais um gerador de energia para ficar de reserva, meios que seriam necessários para o fornecimento da alimentação de todos, já que a unidade prisional não possui estoque de alimentos e o fornecimento de água é transportado em caminhão-pipa, o que seriam pontos dificultadores em caso de rompimento da barragem.

“Frisamos que essa elevação do nível da barragem foi no sentido de gerar um estudo para identificar qual foi a causa de algumas trincas que surgiram em uma porção nova de terra, que foi colocada para promover o alteamento da barragem. Ou seja, na estrutura original não foi detectado nenhum acontecimento de instabilidade. Enquanto se faz esse estudo mais aprofundado para apurar as causas das trincas, houve a recomendação de nível 1, sendo prontamente atendido pela Vale” , concluiu o diretor Márcio.

Segundo a juíza Cibele, o Plano de Resposta a Emergência, elaborado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil para o presídio, prevê, em caso de elevação do nível de emergência da barragem para 1, a preparação do local para instalação de geradores de energia(reserva), ampliação do reservatório de água e capacitação dos servidores em primeiros socorros, técnicas de sobrevivência e combate a incêndio.








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