Moradores de Vargem da Lua continuam acampados para cumprir ordem judicial que proÃbe vale de explorar terreno em São Gonçalo do Rio Abaixo
SÃO GONÇALO DO RIO ABAIXO(MG)- Família luta contra tudo e todos para manter posse de terreno, que segundo eles esta sendo invadido pela mineradora Vale na localidade de Vargem da Lua, no município de São Gonçalo do Rio Abaixo.

Terreno este pertencente à família de Antônio Maria de Jesus, adquirido em 1941, que na ocasião se chamava Fazenda Vieira ou Fazenda Vargem da Lua, com uma área de 54,36 hectares de terra, que depois se destacou a área de 18,12 hectares vendidos a um empresário que posterior a isso a vendeu para a mineradora Vale, que mantem exploração mineral nas divisas do terreno com os herdeiros de hoje.

Onde a cerca de 13 anos vem rolando judicialmente o processo, uma determinação da juíza de direito Fabiana da Silva Ferreira, que determina que a mineradora Vale deixe de exercer qualquer atividade na área de divisa, sobe pena de multa de R$ 100, 000,00 reais diários, mas segundo os moradores do povoado da Vargem da Lua ela permanece explorando minério no local.

Segundo os moradores o local tem sido devastado pela exploração mineral, e mananciais de nascentes d’águas, que serviam para abastecer o povoado foram destruídas, sem falar no crime ambiental com tombamentos de arvores nativas da região.

Constantemente acontece o atrito entre as partes, no dia 23 de julho, por volta de 14h30min, a Policia Militar foi acionada pela mineradora a comparecer na área de divisa, onde os herdeiros de Antônio Maria, cerca de cinco pessoas estariam ameaçando funcionários que estavam operando uma maquina carregadeira modelo PM 6310 e um caminhão fora de estrada automático, onde esses cercaram os equipamentos não deixando os funcionários trabalharem, nem tirar o equipamento do lugar. O operador só conseguiu sair do equipamento com a chegada dos Militares, que na ocasião conduziu todos os envolvidos para a Delegacia de Policia Civil em Itabira.

Segundo informações dos herdeiros quando acionaram a Policia Militar, eles não compareceram no local, mas quando foram acionados pela mineradora teve a presença dos Policiais, os moradores estão resistentes em fazer cumprir a determinação judicial, conforme eles continuaram acampados na divisa para evitar a exploração e devastação do terreno deles, enquanto a justiça não resolva a ação.
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Os moradores disseram ainda que a mineradora não respeita a justiça e esta pouco interessada em resolver a situação, eles alegam ainda que quando acontecem às detonações na serra, as casas do povoado sofrem as consequências, quase todas estão cm rachaduras nas paredes. Eles reclamam também que eles não podem acessar o próprio terreno que são retirados mediante a vigilantes.

Em conversa com os moradores eles deixaram em aperto o desejo que a mineradora os indenizem e assim acabe com isso, pois deixar de explorar a empresa não vai deixar, uma vez que ela não respeita nem determinação judicial, quanto mais a vontade dos herdeiros, então eles esperam que a Vale os indenizem.

A mineradora esclarece que cumpre as normas de legislação vigentes, bem com toda e qualquer ordem judicial, não existindo qualquer pratica de invasão em imóvel de terceiros, a mineradora ressalta ainda que existem ações judiciais em curso na comarca de Santa Barbara sobe o tema em questão.
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