Vereador Nenzinho, pastor Ailton e esposa são denunciados pelo Ministério Publico pelo crime de rachadinha
ITABIRA(MG)- Presos desde 2 de julho de 2019, no presidio Itabira, na localidade do Rio de Peixe, quando a Policia Civil cumpriu mandado de prisão em desfavor do vereador Weverton Júlio Limões, “Nenzinho” do (PMN) e o ex-diretor administrativo da Câmara Municipal de Itabira, Ailton Francisco de Morais, presos em suas residências, o Ministério Público de Minas Gerais propôs denuncia contra o vereador, o ex-diretor administrativo da Câmara Municipal de Itabira e sua ex-esposa, pela prática de "rachadinha".

Segundo a denúncia feita, entre o mês de abril de 2017 e junho de 2019, o vereador Weverton Júlio Limões, o "Nenzinho" (PMN), fazia as nomeações para cargos comissionados em seu gabinete, onde as pessoas eram indicadas pelo pastor Ailton Moraes, que era o presidente do Partido da Mobilização Nacional (PMN) e exercia a função de diretor administrativo da Câmara.
Os nomeados trabalhavam sobe a condição que para não serem exonerados, dois destes comissionados passavam, mensalmente, cerca de 2/3 dos salários que recebiam aos denunciados. A esposa do pastor Ailton Moraes que foi servidora do gabinete do vereador entre janeiro e junho de 2017, depois da recomendação do Ministério Publico, foi exonerada e desligada do cargo em comissão. Mas a mulher continuou a exercer a função recebendo salário indevidamente através de transferências bancarias em sua conta e através de funcionários do gabinete do vereador Nenzinho.
De acordo com o Ministério Público, depois da instauração do inquérito policial, em junho de 2018, o vereador e o pastor tentaram alterar as provas e coagiram as testemunhas para que omitissem a verdade. Por isso, eles podem responder, ainda, pela prática de coação no curso do processo.
Segundo o Ministério Publico, eles podem responder pelos crimes de concussão, associação criminosa, usurpação de função pública e improbidade administrativa.
O Ministério Público ainda pediu o afastamento do vereador Weveton Júlio Limões, “Nenzinho” do (PMN), de suas funções por 180 dias, o bloqueio de bens dos denunciados, que corresponde aos descontos nos vencimentos dos dois comissionados que faziam os repasses de seus salários, no valor de R$ 89.646,46, que terão que ser devolvidos aos cofres públicos, também foi pedida multa civil de três vezes esse valor, totalizando R$ 358.585,84. Foi pedida a condenação dos requeridos pelos danos morais causados ao município de Itabira, em 10 vezes ao valor adquirido de forma irregular, ou seja, de R$ 896.464,60, a ser revertido à Câmara Municipal da cidade ou projetos sociais beneficentes.
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