Manhã movimentada em Itabira, nesta sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019, depois que vários investigados sobre as causas que ocasionaram com o rompimento da Barragem na Mina do Feijão em Brumadinho, uma equipe de Policiais foram até a casa do engenheiro Joaquim Pedro Toledo, 53 anos, na Vila Técnica da Conceição, onde ele recebeu voz de prisão.

O engenheiro esta sendo investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), como outros envolvidos, ele foi levado para o 26° Batalhão da Policia Militar no bairro Fênix e posterior seria levado para Belo Horizonte, todos estão sendo presos dentro da operação que investiga o rompimento da barragem em Brumadinho.

Todos os presos nesta manha estarão detidos temporariamente por cerca de 30 dias, decisão esta expedida pelo Juiz Rodrigo Heleno Chaves. A prisão determinada aos suspeitos investigados resultou no possível cometimento de crimes como homicídio qualificado, crimes ambientais e falsidade ideológica.
A promotoria afirmou que todos os envolvidos estão diretamente ligados na segurança e estabilidade da barragem da Mina Córrego do Feijão que pertence a Vale, que rompeu no último dia 25 de janeiro, que de acordo com o balanço da Defesa Civil, ainda há 155 desaparecidos. Destes, 37 são classificados como integrantes da “lista da Vale”, por serem da equipe da mineradora, e outros 118 são designados como não localizados da comunidade, grupo que engloba moradores, trabalhadores que atuavam nas áreas atingidas e turistas.
Desde o início das buscas, foram localizadas 393 pessoas, das quais 224 da “lista da Vale” e 169 da comunidade. Não há mais hospitalizados, conforme o balanço atualizado pela Defesa Civil.
Foram presos Joaquim Toledo, Renzo Albieri Guimarães Carvalho, Cristina Heloíza da Silva Malheiros, Artur Bastos Ribeiro, Alexandre de Paula Campanha, Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo, Hélio Márcio Lopes da Cerqueira, Felipe Figueiredo Rocha. São eles quatro gerentes e quatro integrantes de equipes técnicas, todos foram levados para o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), no bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, depois serão levados para serem ouvidos pelo Ministério Público.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), além dos mandados de prisões, expediu também mandados de busca e apreensão contra funcionários de uma empresa alemã que certificou a segurança da barragem para a Vale, que também foi alvo da operação em seu escritório no Rio de Janeiro. A direção da mineradora ainda não se manifestou sobre as prisões de seus funcionários.
Leia a nota do Ministério Público na íntegra:
“O Ministério Público do Estado de Minas Gerais, com apoio das Polícias Civil e Militar, deflagrou operação na manhã desta sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão e mandados de prisão temporária, visando apurar responsabilidade criminal pelo rompimento de barragens existentes na Mina Córrego do Feijão, mantida pela empresa VALE, na cidade de Brumadinho.
O pedido formulado pelo Ministério Público Estadual foi feito por intermédio da Promotoria de Justiça da Comarca de Brumadinho, da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios das Velhas e Paraopeba, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado GAECO e do Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público – GEPP, no âmbito de força-tarefa. A operação contou com o apoio das Polícias Militar e Civil do Estado de Minas Gerais e, ainda, com atuação dos Ministérios Públicos dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, por meio dos GAECOs daqueles estados, e teve como propósito o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão e de oito mandados de prisão temporária expedidos pelo Juízo da Comarca de Brumadinho.
Os oito investigados presos são funcionários da VALE, dentre eles, quatro gerentes (dois deles, executivos) e quatro integrantes das respectivas equipes técnicas. Todos são diretamente envolvidos na segurança e estabilidade da Barragem 1, rompida no dia 25/01/2019. As prisões temporárias foram decretadas pelo prazo de 30 dias, tendo em vista fundadas razões de autoria ou participação dos investigados na prática de centenas de crimes de homicídio qualificado, considerados hediondo. Todos os presos serão ouvidos pelo Ministério Público Estadual, em Belo Horizonte. Também são apurados crimes ambientais e de falsidade ideológica.
Foram, ainda, alvos de busca e apreensão, em São Paulo e Belo Horizonte, quatro funcionários (um diretor, um gerente e dois integrantes do corpo técnico) da empresa alemã TÜV SÜD, a qual prestou serviços para a VALE, referentes à estabilidade da barragem rompida. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na sede da empresa VALE, no Rio de Janeiro.
“Os documentos e provas apreendidos serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais para análise.”
“As medidas estão amparadas em elementos concretos colhidos até o momento nas investigações.”
Asnoticiasonline.com.br/Foto Viacomercial