Neste momento, 353 pessoas infectadas com HIV estão se tratando na rede municipal de saúde. Esse dado é regional, sendo que Itabira possui serviço de referência em diagnóstico e tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e recebe usuários de vários municípios vizinhos. Só de residentes na cidade há 233 soropositivos em atendimento na saúde pública local.
O tratamento com antirretrovirais avançou nas últimas décadas, a ponto de o HIV ser considerada uma doença crônica. O que preocupa no assunto é que muita gente não tem se atentado para o poder letal da infecção, que pode chegar à AIDS e abrir território às chamadas doenças oportunistas. O alerta é da psicóloga Janaína Ávila e do enfermeiro Vagner Ricardo Maimone, do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e Serviço de Assistência Especializada (SAE) de Itabira.
“E como se a doença parasse de assustar e com isso muitos não se protegessem mais. Há uma falsa ilusão que está tudo ótimo e a doença é grave”, endossa Janaína Ávila. A seção adverte que qualquer pessoa com vida sexual ativa e que se relacione sem proteção está sujeita às ISTs – HIV, herpes genital, sífilis, gonorreia, Papilomavírus Humano (HPV), hepatites virais B e C, entre outras.
Entre soropositivos em tratamento na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a maioria é formada por homens (61,8%). As mulheres, por sua vez, representam 38,2%. Todavia, a dimensão de pessoas com o vírus HIV na região ou município é algo difícil de ser mensurada, explica Vagner Maimone. Isso porque o dado é flutuante: há quem recorra à rede privada, faça tão somente a testagem na seção pública ou sequer sabe que convive com o vírus.
Onde fazer o teste?
O teste é de graça e qualquer pessoa pode realizá-lo de forma sigilosa. O serviço está na Policlínica Municipal - rua Luiz Ventura, n° 75, bairro Vila Piedade. O CTA/SAE funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7 às 16 horas.
Quem se sentir com receio de pedir direcionamento ao setor no atendimento geral da Policlínica, basta dizer aos atendentes que precisa ir ao Serviço Social.
Como é feito?
A testagem rápida para HIV é como se fosse um exame de glicose. Por meio de uma agulha fina e indolor, é retirada uma pequena quantidade de sangue, que é colocada no orifício do aparelho.