O caso da estudante que denunciou em setembro do ano passado um estupro que teria sofrido perto do campus da Uemg de João Monlevade pode ser falso. A informação tornou pública na noite desta quarta-feira (11) pelo vereador Vanderlei Miranda (PR).
Da Tribuna o parlamentar comentou que teve acesso aos fatos por meio de amigos em comum entre a estudante e ele, que tudo pode ter sido armado pela universitária.
Depois do pronunciamento do vereador, nossa reportagem entrou em contato com a delegada Camila Batista Alves, que conduz o inquérito que apura o caso, que está sob sigilo. Ela não negou e nem afirmou a situação contada pelo vereador. Disse apenas que as investigações estão em fase final de apuração e que ainda não pode se manifestar, oficialmente, sobre o caso que está sob segredo de Justiça. Assim que tiver um posicionamento da Justiça, vai convocar uma coletiva com a imprensa.
No início do mês passado a Polícia Civil chegou a divulgar o retrato falado de um suspeito, baseado nas informações relatadas pela vítima.
O suposto estupro ganhou repercussão estadual e, na época, mobilizou os universitários que fizeram passeatas pedindo mais agilidade das polícias militar e civil no caso.
Na época houve muitas críticas por parte da população contra a polícia, que questionava a “lentidão” das investigações de um caso que, até então, teria sido um dos mais graves do gênero registrado na cidade.
Durante as investigações um homem chegou a ser conduzido e ouvido pela polícia e foi liberado porque não foi reconhecido pela estudante. Caso seja confirmada a falsa comunicação do crime, a estudante poderá responder na Justiça pelos atos.
BELL SILVA