“Vamos fazer deste acordo um cacho de bananas, se ele vai amadurecer ou apodrecer vai depender da posição da empresa”. Com estas palavras o presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região, Paulo Soares de Souza, resumiu a assembleia realizada nesta terça-feira dia 31 de outubro, com os trabalhadores da Vale, para falar das propostas apresentadas pela empresa no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2017/2018). A quarta rodada de negociação com a empresa acontece em Belo Horizonte nos dias sete e oito de novembro.
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Segundo o sindicalista, os trabalhadores devem expressar as suas opiniões em relação às propostas apresentadas pela Vale. Depois de três rodadas de negociação, a mineradora até o momento não apresentou nada que agradasse os sindicalistas. Por este motivo, destacou Paulo Soares, é que o Metabase quer a participação dos trabalhadores.

Até o momento a empresa apresentou apenas o corte nos procedimentos de ortodontia e implantodontia da Assistência Médica Supletiva (AMS) e ofereceu a perda da inflação acumulada no último ano como proposta de recomposição salarial, o que foi duramente criticado pelos sindicalistas.
Nas duas assembleias realizadas nesta terça-feira, Paulo Soares contou com o apoio e a participação dos aposentados por invalidez da Vale, com incentivo, categoria que é afetada pelo corte de benefícios do plano odontológico.

“Conversamos com os trabalhadores e colocamos a nossa posição política, firme, de não negociar direitos conquistados por nós. A irresponsabilidade da empresa é tão grande que nós vamos deixar o acordo coletivo pendurado igual um cacho de banana, se ele vai apodrecer ou amadurecer vai depender da posição da empresa. Da empresa mandar uma proposta que não retira direitos, porque se não este cacho vai ficar pendurado até ano que vem e se a Vale achar ruim, ela vai ‘catar coquinho’”, disparou o sindicalista.
Proposta da empresa- A proposta apresentada pela Vale e rejeitada na mesa de negociação é pagar apenas o acumulado da inflação, calculada com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 1º de novembro de 2016 à 31 de outubro de 2017, que não deve atingir 2% este ano. Ignorando a reivindicação dos sindicalistas de pagar os 5% de ganho real. Para o cartão alimentação, a direção da Vale ofereceu o mesmo índice de reajuste, apenas a inflação acumulada.