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ACT 2017/18: “Vale quer deixar o trabalhador bangueloâ€, diz Metabase
20/10/2017

“Vale quer deixar trabalhadores ‘banguelos’”. Este foi o título do boletim distribuído nas minas itabiranas na manhã desta quinta-feira (19) pela direção do Sindicato Metabase de Itabira e Região para explicar aos trabalhadores os resultados da segunda rodada de negociação com a empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/18.

A manchete retrata a intenção da empresa ao ameaçar um corte nos procedimentos de ortodontia e implantodontia na Assistência Médica Supletiva (AMS), em troca de R$ 800,00 de abono. A proposta foi imediatamente rejeitada pelo Metabase e pelas outras três instituições que compõem o grupo Unidade Sindical e novas negociações acontecem nos dias 24 e 25 deste mês em Belo Horizonte.

A proposta apresentada pela Vale foi duramente criticada pelos sindicalistas no boletim encaminhado aos trabalhadores.

“Cortar direitos e benefícios a Vale sabe fazer bem! Por isso trabalhadores, não vamos permitir que a empresa faça esta crueldade e acabe com um benefício tão importante para a sua saúde. A ortodontia e a implantodontia são conquistas garantidas há muitos anos e fazem parte da qualidade de vida e da busca por mais saúde”, diz um dos trechos do informativo.

Para o presidente do Metabase Paulo Soares de Souza, o que a Vale quer fazer “é uma maldade com os trabalhadores”.

“Covardemente a Vale nos apresentou esta intenção de cortes no plano de saúde. De uma maneira muito clara nós mostramos para a empresa que não compactuamos com qualquer proposta que corte direitos dos nossos trabalhadores. Mostramos muita resistência e o que a empresa quer, nós recusamos ainda na mesa de negociação. Esperamos que a direção da Vale ponha a mão na consciência e perceba a maldade que estão propondo aos nossos trabalhadores”, disse o presidente do Metabase.

Propostas – As cláusulas econômicas, que tratam do aumento salarial, ainda não começaram a ser negociadas com a empresa, mas os sindicatos reivindicam o reajuste salarial de todos os empregados, mediante aplicação de 100% da inflação acumulada, apurada pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 1º de novembro de 2016 a 31 de outubro de 2017, mais 5% de ganho real. Além do piso salarial de R$ 3.744,83 e cartão alimentação de R$ 1.135,58.








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