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POLÃCIA
Presídio feminino libera itabirana no meio da noite em Rio Piracicaba sem comunicar a família
13/10/2017

Na semana em que entidades fazem protestos para coibir a violência contra a mulher, o presídio de Rio Piracicaba, em Minas Gerais, deu um péssimo exemplo de como tratar as mulheres, ou melhor, o ser humano.
 
Familiares de uma detenta, de 38 anos, comunicaram à nossa reportagem sobre o desrespeito da direção do presídio feminino de Rio Piracicaba, que fica a 79 km de Itabira, terra natal da detenta.
 
Segundo os familiares, após cometer um furto a jovem foi detida em Itabira e encaminhada para o presídio da cidade vizinha de João Monlevade.
 
Nos autos de prisão da jovem, consta que ela faz uso de medicamento controlado, “tarja preta”, inclusive Rivotril. Na data desta quinta-feira, 12 de outubro, feriado nacional, a jovem foi liberada após um pedido de liberdade provisória feito por sua advogada, inclusive alegando o uso dos medicamentos. O juiz da 2ª Vara Criminal concedeu a liberdade à jovem. 
 
Segundo consta, o alvará de soltura chegou ao presídio por volta das 17h30, porém, a direção da unidade prisional somente liberou a mulher por volta das 20 horas aproximadamente. Neste horário, não havia mais como a jovem retornar para sua terra natal, onde reside. 
 
De acordo com informações, a mulher foi liberada sem dinheiro, sem documentos e somente com um passe para a cidade de João Monlevade, colocando assim em risco a sua integridade física. 
 
Segundo os familiares da jovem, ela chegou a fazer contato por volta das 21 horas, quando conseguiu fazer uma ligação.  
 
Até por volta das 10 horas da manhã desta sexta-feira, 13 de outubro de 2017, a mulher ainda não havia retornado para casa e nem mesmo tomado os medicamentos.
 
Os familiares, acompanhados da advogada, foram até o presídio para saber o motivo de a mulher ter sido liberada sem a comunicação da família, para que fosse busca-la. 
 
A direção do presídio informou à advogada que por não haver nenhum laudo psiquiátrico, não havia necessidade de informar a família para buscá-la, mas que deu à jovem um passe para que ela fosse até João Monlevade, fato este confirmado pela família.  
 
Segundo informações, a direção do presídio não sabe o motivo que não foi dado um passe até a cidade de Itabira. A funcionária do presídio ainda informou que os ônibus estavam em greve e que não tinha percebido que a jovem fazia uso de medicamentos controlados e que só depois tomou conhecimento. 
 
Nossa reportagem procurou pela direção do presídio, mas sem êxito. A advogada da jovem acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência. 
 
Ao final desta reportagem, tivemos a informação de que a jovem havia sido encontrada por populares.
Fonte/ Noticiasuai.com.br







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