A Câmara Municipal de Itabira promoveu, na noite dessa quarta-feira, 30 de agosto, uma audiência pública sobre a situação do Banco de Alimentos de Itabira. Gerido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, o banco recebe recurso federal, mas também precisa de doações de empresas e da comunidade para funcionar – pelo menos 25%.

O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Willian Sampaio Gazire, garantiu que todos os produtos recebidos e distribuídos aos beneficiários passam por rigoroso controle de qualidade. “Não saem 100 gramas de alimento sem que seja controlado”, declarou, ao ressaltar que não existe risco de intoxicação. Gazire afirmou também que a equipe responsável pelo banco tem profissionais capacitados, inclusive nutricionista, que faz a triagem dos alimentos.

O debate foi proposto pelo vereador Agnaldo Vieira Gomes, Enfermeiro (PRTB), e teve como foco as doações de empresas e pessoas físicas ao projeto. O objetivo, segundo o vereador, é sensibilizar principalmente os comerciantes que têm produtos prestes a vencer, mas que ainda podem ser utilizados. “Precisamos dessa participação da comunidade. Não podemos deixar o banco acabar”, disse Enfermeiro.
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Informações sobre como e o que doar foram apresentadas pelo secretário-adjunto de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Ramos Madeira, o Ladinho. Entre outros dados, ele demonstrou que o banco beneficia diversas instituições, como hospitais e creches, atendendo cerca de 4,2 mil pessoas.

Além do vereador autor da proposta e dos responsáveis pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, participaram da audiência pública a secretária de Ação Social, Maria Marli de Oliveira Martins Rosa, e o presidente do Conselho de Segurança Alimentar, Evando Lage Avelar. Representantes de entidades presentes no evento agradeceram pela parceria e sugeriram ampliar o projeto.
