O presidente da Unimed Itabira, o médico Virgilino Quintão Torres Cruz, compareceu à Câmara Municipal na tarde desta quinta-feira (6) durante a reunião de comissões e apresentou o ponto de vista da instituição quanto ao corte no serviço do plano de saúde prestado aos servidores públicos municipais em parceria com a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Municipais de Itabira (Cosemi).

Em sua fala o representante da Unimed garantiu que o impasse será resolvido até o dia 17 deste mês, quando ocorre uma assembleia para deliberar a respeito do tema. Até lá, disse ele, serão autorizados os casos de internação que estão em andamento, serão mantidos os procedimentos autorizados até o dia 3 de julho, que foi o dia da suspensão e também as sessões de tratamento oncológico que estejam em curso.
De acordo com o médico, a possibilidade de cortar o plano de saúde dos servidores é um alerta que a Unimed está fazendo à Cosemi há mais de um ano e meio e não foi feito sem aviso prévio. Desde que a inadimplência começou a instituição emitiu notificações à Cooperativa. Ele voltou a dizer que após as eleições do ano passado a dívida aumentou e chegou ao patamar atual R$ 2,8 milhões. Este débito, disse o médico, pode ser ainda maior a partir do dia 15 de julho, podendo chegar a R$ 3,8 milhões, caso a próxima parcela não seja paga.

Vigilino Quintão voltou a dizer que o reajuste do contrato deve ser realizado para que o serviço volte a ser oferecido aos servidores. A Unimed quer um aumento de 15,67%. No entanto, ao contrário do que disse o presidente da Câmara Municipal, Neidson Dias Freitas (PP) o representante da Unimed afirmou que o cancelamento não é vantajoso para a instituição.
“Cancelamento do contrato não é vantagem para nenhuma das partes, mas se for para manter do jeito que está não tem jeito. Se não houver pagamento da dívida e reajuste do contrato o mesmo será inviabilizado […] Se houver mais financiamento por parte do servidor, tanto na mensalidade quanto na coparticipação, ela vem como uma alternativa já que o governo não dispõe de recursos para nos pagar”, disse ele.
Virgilino se defende de ataques e diz que Unimed está agindo para manter dignidade
O presidente da Unimed Itabira, o médico Virgilino Quintão Torres Cruz aproveitou a sua ida à Câmara Municipal e se defendeu dos ataques feitos pelos vereadores e também pelos servidores públicos na última reunião, na terça-feira (4). Segundo ele, a suspensão do plano foi feita após inúmeras tentativas de acordo e nada mais é do que “cobrar valores devidos”.
Segundo ele, a Unimed possui em Itabira 19.300 clientes, destes, 6.200 são servidores. Em nome de todos os clientes, disse ele, é que a Unimed tomou esta atitude. Ao se defender das acusações, Virgilino Quintão não escondeu seu incomodo.
“Estamos aqui na Câmara para buscar soluções, resolver o problema e não para ser apedrejados como fomos na última reunião. Eu pergunto aos senhores, fomos chamados de irresponsáveis, criminosos, covardes e arbitrários. Pergunto quem seria arbitrário, covarde e criminoso? É quem cobra valores devidos para continuar prestando serviço aos seus clientes? Ou quem deixou de pagar uma obrigação incontestável?”, questionou.
Ao mencionar a possibilidade de encerramento do contrato, o médico disse que a direção da Unimed não está satisfeita com a situação.
“Entendo que todos têm direito, mas tem deveres também. Foi falado que estamos rindo da situação. Muito pelo contrário, ter 6.200 clientes a menos será um baque enorme para a cooperativa e para os cooperados. Deixar de atender pessoas que sempre atendíamos por falta de pagamento também é constrangedor para a gente. Não estamos rindo, estamos chorando”, afirmou ele.