‘Mesmo que a dívida seja paga, Unimed não têm interesse em voltar com o convênio’, diz Neidson.

A polêmica envolvendo o corte do plano de saúde dos servidores públicos municipais rendeu um grande debate na Câmara Municipal na tarde desta terça-feira (4). Com o plenário lotado, os servidores pediram auxílio dos vereadores e cobraram um posicionamento do governo. Durante a discussão, o presidente da Câmara Neidson Dias Freitas (PP) disse ao público que a Unimed Itabira não tem interesse em manter o convênio. Segundo ele, o que a empresa quer é um aumento de 15,67% e que o valor cobrado de cada servidor seja ajustado.

O presidente classificou como uma “arbitrariedade” o corte feito pela Unimed, sem ao menos ter avisado os servidores e também os vereadores. O que a empresa está fazendo, atacou o presidente, “é uma chantagem” com a prefeitura e a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Municipais de Itabira (Cosemi). O corte deste benefício, prejudicou cerca de 6.200 servidores.

“O que ficou bem claro e foi dito pela Unimed é que mesmo que for pago essa dívida eles não teriam interesse de voltar a prestar o serviço, porque o que eles querem é um reajuste de 15,67% e que aumente a cobrança que hoje o servidor faz, porque 3% apenas é pouco, porque eles entendem que tem servidor que paga muito e tem servidor que paga pouco, devido a diferença salarial e que isso incentiva o uso do plano e está trazendo problema pra Unimed”, disse o presidente ao se dirigir aos servidores que protestavam no plenário.

Neidson Freitas tentou acalmar os servidores por diversas vezes. Segundo ele, o prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) não tem interesse em aumentar a contribuição dos servidores e está tentando reverter a situação na justiça. Em defesa ao governo, ele disse que o próprio presidente da Unimed, o médico Virgilino Quintão, informou que a empresa precisa de um reequilíbrio financeiro e que uma das alternativas era aumentar o repasse do servidor para custear o serviço.
“É o governo que não quer aceitar que a Unimed faça o aumento do servidor, porque a Unimed quer fazer isso, isso é palavra do presidente, foram todas as palavras que foram ditas aqui hoje: ‘não adianta, nós queremos fazer o reequilíbrio porquê do jeito que tá a Unimed não aguenta e precisa aumentar o repasse do servidor’. E foi por isso que houve impasse. Então, mais uma vez eu respeito o posicionamento político, mas neste caso especifico, o Governo está em negociação”, disse o presidente.
Entenda- O corte do plano de saúde foi estabelecido em uma assembleia da Unimed realizada no dia 28 de junho. No entanto, segundo o regimento interno da instituição, outra assembleia para deliberar sobre o assunto só pode ser realizada 10 dias depois. Para evitar que os servidores fiquem sem o plano, a Prefeitura tenta uma liminar na Justiça que obrigue a prestadora voltar com o serviço o mais rápido possível.